Os Adventistas e o Sábado

Os Adventistas do Sétimo Dia são conhecidos pela sua observância do sábado, que os diferencia de outras denominações cristãs. A observância do sábado para esse grupo é, entretanto, mais do que uma questão do dia correto de adoração. É um sinal de lealdade a Deus.

O Sábado na História Adventista

Os Adventistas do Sétimo Dia aceitaram o sábado em 1844 sob a influência dos Batistas do Sétimo Dia, em particular Rachel Oaks, que compartilhou seu entendimento do sábado com a congregação Milerita em New Hampshire, Washington. Frederick Wheeler, que pregou nessa congregação, começou a observar o sábado na primavera de 1844. Muitos membros da igreja se juntaram a ele na observância do sábado do sétimo dia.

Um homem chamado Thomas M. Preble aprendeu sobre o sábado através do contato com alguém da congregação de Washington. Em fevereiro de 1845, ele escreveu um artigo sobre esse assunto no “Hope of Israel”. Em abril de 1845, Joseph Bates leu o artigo de Preble e ficou convencido de que a Bíblia não ensinava nenhuma mudança do sábado do  sétimo dia para o primeiro dia da semana. O folheto de Bates, “O Sábado do Sétimo Dia: um Sinal Perpétuo” se tornou um instrumento poderoso na propagação do ensino sobre o sábado. Ellen e James White começaram a observar o sábado do sétimo dia em agosto de 1846, depois de ler o folheto de Bates (e antes de receber sua primeira visão sobre o sábado).

No fim de 1846, através de sincero estudo da Bíblia e oração, o sábado se tornou uma doutrina bem estabelecida entre o pequeno grupo dos primeiros crentes Adventistas. Enquanto para os Batistas do Sétimo Dia a observância do sábado do sétimo dia era simplesmente uma questão sobre qual o dia correto de adoração, para os primeiros Adventistas, a guarda do sábado tinha um significado profético: sua observância como a marca identificado do povo de Deus no fim dos tempos.

O Sábado no Antigo Testamento

A primeira referência ao sábado na Bíbia é encontrada em Gen. 2:1-3:

  • Deus descansou (hb. shabath) no sétimo dia;
  • Deus abençoou e santificou o sétimo dia.

A ênfase repetida de que o descanso de Deus foi no sétimo dia, em vez de simplesmente usar a palavra descanso, indica que o sábado não pode ser em qualquer dia da semana, mas em um dia específico: o sétimo. Posteriormente na Bíblia, o sétimo dia é identificado como o dia de sábado (Ex. 20:9-10; 31:15; cf. Lc. 23:54-24:1). Ex. 16:5, 22-30 se refere à observância do sábado antes de o povo receber os Dez Mandamentos no Monte Sinai. Pelos 40 anos seguintes o milagre do maná manteve a  atenção dos israelitas focada no sexto dia de trabalho e no sétimo dia de descanso.

Enquanto escravos no Egito, os Israelitas se esqueceram quase absolutamente do sábado. A condição dura da escravidão tornou a observância do sábado totalmente impossível. Logo depois da libertação de sua escravidão, a lei original da observância do sábado foi reafirmada no Monte Sinai (Ex. 20:8-11).

As duas versões dos Dez Mandamentos no Antigo Testamento nos dão duas razões para a observância do sábado.

  • Memorial da criação: Ex. 20:11 (cf. Ex. 31:17). Deus desenhou o sábado para ser o memorial da criação; através da sua observância o homem manteria em mente que Deus é o criador de todas as coisas (Ex. 20:8-11).
  • Memorial da redenção: Dt. 5:15 nós dá a segunda razão para a observância do sábado: a libertação do povo de Israel da escravidão egípcia. No Egito, os Israelitas perderam, em parte, o conhecimento de Deus. O sábado seria assim um lembrete constante da sua libertação desse fardo. As duas versões dos Dez Mandamentos indicam que o sábado comemora tanto a criação quanto a salvação.

O sábado tinha a intenção de ser uma recordação para Israel do seu relacionamento especial com Deus, como seu povo escolhido (Ex. 31:12-17; cf. Ez. 20:12, 20). Ele deveria ser um sinal de santificação e um sinal do relacionamento com Deus, e não somente para os judeus (Isa. 56:1-7). Além disso, Jer. 17:19-27 e Nm. 13:15-122 indicam que uma das principais razões que levaram Israel e Judá ao cativeiro Babilônico foi a persistente negligência em observar o sábado do sétimo dia.

O Sábado no Novo Testamento

Não há mandamento direto para observância do sábado no Novo Testamento. A razão para isso é que Jesus não repetiu o mandamento do sábado em seus ensinos pois esse não era um problema entre o povo judeu. A pergunta flamejante que causava contenção entre Jesus e os Fariseus era a respeito de como observar apropriadamente o dia de sábado (Mt. 11:28-20; 12:1-14; Mc. 2:23-28; Lc. 13:10-17, 14:1-6; Jo. 7:22-24, 9:1-38).

Mas a significância sagrada do sábado é assumida:

  • Jesus participava regularmente da adoração na sinagoga, aos sábados (Lc. 4:16);
  • Jesus se autoproclamou “Senhor do Sábado” (Mc. 2:28);
  • O sábado foi feito para a humanidade, não só para os judeus (Mc. 2:27);
  • Jesus apontou à observância do sábado 35 anos depois da sua ascensão (Mt. 24:20);
  • O sábado na sequência da morte de Jesus (Lc. 23:54-24:1) indica que os discípulos de Jesus entenderam claramente o ensino de Jesus sobre o sábado(cf. Mc 16:1-12);
  • Como Jesus, Paulo tinha o “costume” de adorar nas sinagogas no dia de sábado (At 17:1-2; cf At. 13:14-16, 42-44; 18:4, onde ele guardou o sábado por um ano e meio). Ele observou o sábado mesmo quando não havia sinagoga (At. 16:12-13).

Não há mandamento direto ou indireto no Novo Testamento, nem de Jesus nem de seus apóstolos, que indique a cessação da observância do sábado, muito menos alguma indicação de que a santidade do sábado do sétimo dia foi transferida para o primeiro dia da semana. A Nova Enciclopédia Católica, comenta, por exemplo:

“Nada nas atitudes de Jesus apresentava o menor indício de que Ele teria considerado preferível transferir a observância do sábado para qualquer outro dia. […]

“Nas áreas mais primitivas e orientais do cristianismo, a celebração da Ressurreição não ocorria no domingo, mas no dia de Páscoa. […] Que a transferência do sábado para o domingo não foi realizada em Jerusalém [na época dos apóstolos] mas em Roma [no segundo século d.C.] está documentado por [Samuele] Bacchiocchi (From Sabbath to Sunday: A Historical Investigation of the Rise of Sunday Observance in Early Christianity [Roma: Pontifical Gregorian University Press, 1977], p. 132-212). […]

“A substituição do sétimo pelo primeiro dia da semana como exigindo uma interrupção cúltica de trabalho durante 24 horas não é sequer insinuado em Atos 20:7 ou em 1 Coríntios 16:2; a celebração da Eucaristia ou do Ágape não estava limitado a esse dia, especialmente quando o ministro era temporário.”

– R. North, “Sabbath”, New Catholic Encyclopedia, 2ª ed. (Detroit: Thomson/Gale; Washington, DC: Catholic University of America, 2003), v. 12, p. 459-460.

Referências ao Primeiro Dia da Semana no Novo Testamento

O domingo é conhecido como o dia da ressurreição (Mt 28.1; Mc. 16:2; Lc 24:1; Jo. 20:1). Jesus terminou seu trabalho de redenção na sexta-feira e descansou no sábado (assim como ele terminou o trabalho da criação na sexta e descansou no sétimo dia). Sua ressurreição no primeiro dia da semana não transferiu a santidade do sábado para o domingo.

[Com a ressurreição, Jesus não instituiu o domingo como um “dia sagrado de culto”. Por exemplo], João 20:19 não se refere a um culto religioso, mas a um encontro de Jesus com seus discípulos. A referência à “noite” indica que esse encontro aconteceu, na realidade, após o primeiro dia da semana, de acordo com o calendário judaico (cf. Lv. 23:23; Mc. 1:32). 1 Co.  16:2 também não diz nada sobre um culto religioso. Paulo aconselha que os cristãos em Corinto façam a coleta no primeiro dia da semana em suas casas em vez de fazê-la durante os cultos de adoração regulas (que aconteciam, presumivelmente no sábado do sétimo dia; cf. At. 18:1-4, 11).

Atos 20:7 contém a única referência a um culto religioso ocorrido no primeiro dia da semana. Diversos aspectos indicam que não era um culto regular de domingo:

  • O texto fala de um encontro informal para a despedida de Paulo em vez de um encontro religioso semanal. Considerando o cômputo judaico do tempo, o encontro aconteceu provavelmente na noite de sábado, em vez de domingo (cf. Lv. 23:23; Mc. 1:32);
  • O fato de que Paulo cultuou a Deus no sábado e esperou até o fim do sábado para iniciar sua viagem;

Em Apocalipse 1:10, vemos uma referência ao “dia do Senhor”, mas não existe nada no texto que sugira que esse dia seja o domingo. A frase pode se referir a:

  • O sábado do sétimo dia da semana, que é chamado na Bíblia como “o santo dia do Senhor” (Isa. 58:13). Todos os três evangelhos sinóticos chamam Jesus de “Senhor do sábado” (Mt. 12:8; Mc. 2:27-28; Lc. 6:5);
  • A frase pode se referir ao “dia do Senhor” escatológico (Joel 2:11,31; Am. 5:18-20; Sf. 1:14; Mal. 4:5; 1 Tess. 5:2; 2 Pe. 3:10).

A primeira evidência conclusiva de que o “dia do Senhor” foi utilizada por cristãos como se referindo ao domingo aparece no fim do segundo século (cerca de 75 anos depois de o livro de Apocalipse ter sido escrito). Esse uso posterior da expressão não pode ser usado para determinar o significado da frase na Bíblia.

Alguns cristãos argumentam que o sábado era parte do sistema cerimonial abolido por Jesus na cruz (cf. Col. 2:16-17), e por isso não devem mais observá-lo. Entretanto, o sábado não era parte da lei cerimonial hebraica que foi abolida na cruz, mas sim da lei moral (os Dez Mandamentos; cf. Lv. 23:3-4). Os Dez Mandamentos foram escritos por Deus, dado a Israel e colocados na arca da aliança (Ex. 20:1; 32:15-16), enquanto as leis cerimoniais foram escritas por Moisés e faladas a Israel por ele mesmo (Dt. 31:9, 24-26); os Dez Mandamentos foram escritos em duas tábuas de pedras e colocadas dentro da arca (Ex. 25:21), enquanto o “livro da lei” foi escrito em um rolo e colocado ao lado da arca (Dt. 31:24-26). Além disso, os feriados hebraicos foram identificados com o calendário hebraico e relacionados ao ciclo das estações (Lv. 23); o sábado, entretanto, não é definido pelo ciclo semanal.

“Não há nada no reino da natureza que estabeleça a semana de sete dias e, com ela, o sábado semanal”. (Rice, The Reign of God, 397b

Outros questionam se o ciclo seminal de sete dias foi interrompido desde os tempos bíblicos, tornando a definição do real sétimo dia desde a criação impossível. Mas, embora mudanças no calendário fez ajustes a respeito de datas, eles nunca afetaram o ciclo semanal.

Do Sábado Para o Domingo

A mudança da observância do sábado para o domingo não foi resultado de uma única decisão. A transição foi um processo gradual que se iniciou já na metade do segundo século. Os fatores que contribuíram para essa transição, de acordo com autores cristãos primitivos, foram:

  • A ressurreição de Jesus se deu no primeiro dia da semana; a criação começou no primeiro dia da semana. É importante notar que nenhum escritor cristão primitivo apela à Bíblia para dar suporte à observância do domingo.
  • A observância do domingo se originou entre os cristãs inicialmente no seu esforço para se distancias das práticas judaicas e para evitar perseguição. Sentimentos anti-judaicos entre os cristãos se iniciaram especialmente após a revolta judaica contra os romanos, sob Bar Kochba em AD 132-135; tornou-se muito impopular ser identificado com o judaísmo de qualquer forma. Os cristãos passaram a se distanciar dos judeus.

No começo do segundo século os autores cristãos primitivos começaram a encorajar a guarda do domingo, enquanto se referiam à observância do sábado como “judaizante”. Por muitos séculos os cristãos observaram ambos os dias; havia um apoio crescente para a guarda do domingo e uma atitude negativa a respeito da observância do sábado.

O apoio oficial para a observância do domingo surgiu no quarto século pelas autoridades civis e religiosas. Um fator que muito contribui foi a primeira lei dominical decretada por Constantino em AD 321, impondo o domingo como o dia de descanso no império romano: “No dia venerável do sol, que os magistrados e o povo residente nas cidades descansem, e que todas as oficinas sejam fechadas.”

A primeira lei dominical religiosa foi decretada em AD 364 pelo concílio de Laodicéia: “Cristãos não judaizarão, ficando ociosos no sábado, mas trabalharão nesse dia; mas o Dia do Senhor [sic] eles devem especialmente honrar e, como cristãos, devem, se possível, não trabalhar nesse dia. Na zona rural, entretanto, pessoas envolvidas na agricultura podem livre e legalmente continuar suas labutas.”

As igrejas em Roma e Alexandria foram evidentemente responsáveis por promover a observância do domingo e anexar importância ao primeiro dia à custa do sábado do sétimo dia. O historiador da igreja Socrates escreveu em AD 440 que “embora quase todas as igrejas ao redor do mundo celebrem os mistérios sagrados no sábado todas as semanas, ainda assim os cristãos da Alexandria e em Roma, por conta de algumas tradições antigas, cessaram de fazer isso”. (Ecclessiastical History, 5:22). O historiador Sozomen, do mesmo período, escreveu: “O povo de Constantinopla, e quase em todo lugar, ajunta-se no sábado, bem como no primeiro dia da semana, costume o qual nunca é observado em Roma ou em Alexandria” (Ecclessiastical History, 7:19).

Por volta do sexto século, a observância do domingo se tornou universalmente estabelecida em grande parte por causa da influência da igreja em Roma. (Veja duas profecias significantes a respeito da restauração do mandamento do sábado no tempo do fim em Isa. 58:12-14 e Ap. 14:6-7)

O Significado do Sábado

Há três aspectos do sábado na Bíblia que valem ser considerados:

  • O sábado e o passado – as duas versões do Decálogo no Antigo Testamento dão duas razões para a observância do sábado:
    1. O sábado como memorial da criação (Ex. 20:11, Ap. 14:6-7). Se o homem sempre tivesse observado o sábado, nunca haveria surgido um ateu no mundo (Signs of the Times, Feb 13,1896).
    2. O sábado como memorial da redenção (Dt. 5:15 – Deus é nosso re-criador). Assim como o sábado foi um lembrete constante aos Israelitas da sua libertação da escravidão egípcia, assim nossa redenção do pecado é uma de nossas razões para guardá-lo hoje.

E na cruz, nós temos outra:

  1. Assim como Deus descansou do trabalho da criação quando havia terminado, Jesus descansou na tumba quando o trabalho da redenção estava completo (Lc. 23:54-56). O sábado nos lembra que nossa redenção é o resultado do trabalho de Deus em nós, e não de nossas próprias realizações.
  • O sábado e a experiência presente – O sábado é um sinal de santificação (Ex. 31:17, Ez; 20:12). Ao guardá-lo, nós testificamos que pertencemos ao Deus que tanto nos criou quanto nos redimiu. Ele também é um teste de lealdade e obediência a Deus (Mt. 11:28-12:13).
  • O sábado e o futuro – O sábado nos direciona além das coisas desse mundo como um vislumbre da vida futura. É como um farol que aponta para a nova criação.

A Observância do Sábado

Na Bíblia, a observância do sábado é prescrita, embora não especificada:

“Lembra-te do sábado para o santificar” (Ex. 20:8, cf. Gn. 2:3). A guarda do sábado envolve mais do que 24 horas de uma semana – envolve a semana como um todo. “A observância efetiva do sábado não simplesmente acontece; ela requer cuidadosa preparação. Para que nossos sábados sejam significativos, precisamos dar cuidadosa atenção de antemão. Tentaremos fazer tudo que for possível previamente” (Rice, The Reign of God, 413a).

A sexta-feira é o dia da preparação (Lc. 23:54, cf. Ex. 16:22-23). O sábado começa no pôr-do-sol da sexta e termina ao pôr-do-sol do sábado (cf. Gn. 1:5; Lv. 23:32; Mc. 1:32). “Nele você não deverá fazer qualquer trabalho” (Ex. 20:10; Is. 58:13-14). O Sábado é dedicado a Deus como um dia santo, e não um feriado. As atividades do sábado envolvem: (a) uma celebração familiar do sábado (Ex. 20:10); (b) adoração pública (Lv. 23:3; Lc. 4:16, At. 17:1-2); (c) o sábado como um dia para os outros.

“O sábado é tanto uma doutrina como uma experiência. Ele ilumina todos os aspectos da fé cristã, e traz nossa identidade humana essencial ao foco. O sábado também nos dá uma experiência única do reino de Deus. Ele reconhece sua soberania em nossas vidas e celebra suas realizações. O sábado nos permite apreciar o dom maravilhoso da presença de Deus, e ao fazê-lo, leva-nos ao coração do cristianismo” (Rice, The Reign of God, 413b).

O desafio de guardar o sábado nos dias de hoje existe porque hoje nós perdemos o sentido do sagrado e temos uma cultura de fins de semana – o sábado não é um feriado (holiday) e sim um dia sagrado (holy day). A maioria de nós não vivemos a experiência significativa desse dia por causa de nossa tendência de pensar na observância do sábado em termos negativos.

Ranko Stefanovic, PhD em Novo Testamento, é professor do programa de Mestrado em Religião da Andrews University, em Michigan. Esse texto não tem a intenção de ser um artigo acadêmico e sim um resumo do assunto, conforme postado originalmente, em inglês, no grupo criador pelo autor no facebook “Cistern That Holds The Water” (acesse clicando aqui).

 

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