Como conhecemos a Deus? (1/5)

Decidi criar uma seção devocional aqui no blog.

A partir de hoje, vou traduzir diariamente a reflexão retirada do livro de Cornelius Plantinga, “Beyond the Doubt”.

O livro consiste em uma série de reflexões diárias, agrupadas como respostas a certas perguntas essenciais sobre Deus, a humanidade, Jesus Cristo etc.

Espero que seja enriquecedor para todos vocês.

O ano novo começa com as perguntas sobre Deus e a primeira é:

Como conhecemos a Deus?

“A fé busca o entendimento” – São Anselmo”

“O Senhor disse para mim, ‘ajunte o povo para mim, e eu o farei ouvir minhas palavras, de forma que eles aprendam a me temer enquanto eles viverem na terra, e ensinem seus filhos o mesmo.” – Deuteronomio 4:10

Muitas crianças conhecem a Deus a partir de seu pai ou mãe. elas aprendem sobre um ‘tipo de pessoa’ chamada Deus. Não podemos ver essa pessoa, mas ela pode nos ver. e podemos conversar com ela. Deus é grande. Deus é bom. Deus é o altíssimo. E ele tem tudo a ver com uma outra pessoa chamada de Jesus. Ele também pode ser chamado de “o Senhor”.

Não demora muito até que as crianças reflitam sobre essas coisas. Então elas fazem perguntas maravilhosas: como Deus nos vê sem olhos? Como Deus se parece? Ele é mais forte que o super-homem? Jesus e Deus são a mesma pessoa? Os pais fazem o melhor para respondê-las. Enquanto isso, as crianças percebem que assim como elas estão ligadas a seus pais por necessidade e amor, assim seus pais estão ligados a Deus.

Surpreendentemente, os pais se tornam, de uma forma, crianças também – crianças de Deus. Esse fato impresisona os pequenos. Eles percebem que toda as partes realmente básicas da fé cristã parece vir não dos pais, mas através deles.

Conforme as crianças crescem, elas se acostumam com o jeito de viver da família. E no coração dela há atitudes e práticas que ligam a família inteira a Deus. Tomadas juntas, essas atitudes e práticas são o que chamamos de religião. Uma ligação, ou elo, principal na verdadeira religião é o que a Bíblia chama de ‘o temor do Senhor’, que é uma atitude que mistura reverência e amor. Uma pessoa temente a Deus o ama com todo seu coração, mas também se sente pequeno e profano na presença de Deus.

Pais tentam ensinar esse temor do Senhor a seus filhos. Como o verso de hoje mostra, quando pais ensinam as crianças a temer o Senhor, esses pais são, em si,  filhos obedientes de Deus. Algumas vezes o temor do Senhor não é tanto aprendido quanto ‘caputrado’.

As crianças capturam esse temor do tom de voz reverente que os pais usam quando mencionam Deus, quando vislumbram seus pais ajoelhados. Quando a mãe de um garoto diz a seu marido, ‘Greg, não podemos fazer isso! isso simplesmente é errado!’, ele percebe que isso também tem a ver com o temor do Senhor, mesmo que Ele não tenha sido mencionado.

E assim se segue em inúmeras famílias através das eras. Podemos ver isso entre os Israelitas. Eles aprenderam a temer o Senhor de forma que eles possam ensinar suas crianças a fazer o mesmo.

Deus, nosso Senhor, sabemos que tu és bom e gentil. Ainda assim, que nós o temamos reverentemente pelo seu poder e santidade. Ainda assim, que nós amemos a ti, por sua bondade e ternura. Em nome de Jesus, amém.

Plantinga, C. em “Beyond Doubt – Faith Building Devotions on QUestions Christians Ask”.

 

 

 

 


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