Como conhecemos a Deus? (3/5)

 

3.

“E a palavra se tornou carne e habitou entre nós, e nós vimos sua glória, a glória do único filho do Pai, cheia de graça e verdade. […] Ninguém nunca viu a Deus; o único Deus, que está próximo do coração do Pai, que o tornou conhecido”. João 1:14, 18

O prólogo do quarto evangelho tem uma grandeza especial unicamente sua. Os versos parecem cantar, e com tal majestade que mesmo quando nós não entendemos muito bem o que eles estão dizendo, ainda assim queremos ouví-los. Queremos ouvir a música nesses versos e a eloquência que brota deles.  E queremos ouvir de novo, sobre um fato tão primitivo, tão central, que a descrição dele parece trovejar em nossa porta.

“A Palavra se tornou carne e viveu entre nós, e nós contemplamos sua glória”.

Palavras não ganham vida para nós até que elas tenham alguma carne e osso nelas. Um oficial da Guerra Civil disse que não havia entendido a compaixão até ver a face de Lincoln quando ele sentou ao lado de um soldado que estava morrendo. O mesmo acontece com a glória de Deus. Como nós entenderemos a glória dele se ela permanecer no Céu? É isso que também acontece com palavras como graça verdade. Nós realmente não entendemos o que Deus está dizendo até que a Palavra de Deus venha até nós em um ser humano.

Então a Palavra se torna carne. A Palavra de Deus com um nome e endereço! A Palavra de Deus com uma digital e uma casa de comércio! Paradoxos superabundam agora, mas, de uma forma ou outra, todos eles mostram-nos glória.

Agora os pés de Deus o levam à favela de um leporso, e as mãos de Deus alcançam um corpo que de outra maneira seria intocável. Agora os joelhos de Deus se curvam em frente dos discípulos para que Deus possa lavar os pés de homens que não haviam sonhado em fazer o mesmo uns pelos outros. Agora o rosto de Deus se torna determinado como pedra para subir a Jerusalém, a cidade da morte. E os braços de Deus se abrem para aceitar uma tortura Romana e abraçar o mundo que Deus veio salvar. Agora a voz de Deus fala paz à mulheres fiéis que apareceram na tumba na manhã da Páscoa para fazer o que restava ser feito. No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus…

É assim que as coisas foram desde o começo. Mas a Palavra se tornou carne e viveu entre nós. Então agora nós sabemos algo sobre a luz e a vida e o amor. Agora nós temos uma face para colocar na graça e na verdade. Ninguém nunca viu a Deus, mas nós conhecemos o Filho de Deus. E isso significa que conhecemos algo de Deus, porque a semelhança da família é notável.

Plantinga, C. em “Beyond Doubt – Faith Building Devotions on QUestions Christians Ask”.

 


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