Como conhecemos a Deus? (4/5)

 

4.

“Ó Senhor, nosso Senhor, quão majestoso é Seu nome em toda terra! Tu colocaste tua glória acima dos céus. Dos lábios das crianças e dos bebês de colo tu ordenaste louvor.” – Salmos 8:1-2

Em um dos seus sermões, Douglas Nelson relembra o prefácio do livro Witness, de Whittaker Chambers. Chambers era um comunista convencido e um ateu amargurado. Mas um dia ele assistiu seu bebê conforme ele babava envolventemente no suporte da sua cadeirinha. Ele se encontrou olhando fixamente, com fascinação, para o pequeno e detalhado ouvido de sua filhinha. Isso pareceu a ele uma maravilha. Somente um planejador poderia ter planejado aquele ouvido. Em uma conversa que começou no café da manhã, a forma astuta do ouvido de sua filha o colocou no caminho da crença.

Crentes são frequentementessurpreendidos pelos sinais criativos de Deus. Um açafrão em Março, o ângulo do sol de outono em um campo, o padrão traçado por um pássaro solitário em vôo – essas coisas, e muitas outras, falam a um crente de Deus. Uma criança no seio de sua mãe, dizia Calvino, tem uma língua “tão eloquente para anunciar a glória de Deus que não há necessidade de outros oradores.”

Nós conhecemos Deus, ou passamos a conhecê-lo melhor, através da criação. Mas também através da providência de Deus. Uma criança é resgatada; uma pessoa amada se recupera; um casamento se fortalece. Muitos presentes sussurram o nome de Deus para uma alma alerta. A música pode fazer isso poderosamente. E também uma amizade bem nutrida. Mesmo o cheiro lento e delicioso do cozinhar pode lembrar a um Cristão quão bom é ter alguém a quem agradecer.

Claro, a providência de Deus precisa, às vezes, nos segurar quando estamos em dificuldade. O filho de alguém morre; o amado não se recupera; o casamento parece derrocado. Cristãos precisam se familiarizar com o sofrimento.

Mesmo então, muitos crentes sentem o cuidado de Deus. Um caminhante perdido treme miseravelmente através da noite gelada; ainda assim ele nunca esteve mais seguro de que Deus está com ele. Pais tristes e pensativos visitam a cena da queda do avião anos depois de ter acontecido. Eles se assustam com uma faixa súbita de luz do sol que os lembram que Deus segura seus filhos. Elizabeth Gray Vining escreve de um tempo quando o luto congelou seu coração e fechou cada porta dentro dela contra a esperança. Uma manhã ela acordou, insensível e dura como normalmente, para ouvir o que parecia chuva no teto da varanda abaixo da sua janela. Quando ela conseguiu abrir um olho o suficiente para olhar, ela viu o sol se esticando por dentro da janela. O barulho não era chuva, mas a queda suave de acácias  – tantas que o teto ficou todo branco. Ali e então, o gelo de sua alma começou a se quebrar.

Ó Senhor, nosso Senhor, quão majestoso é seu nome em toda a terra! Tu, cujas obras são  cantadas por crianças e cuja glória transcende os céus: Ó Senhor, nosso Senhor, quão majestoso é seu nome em toda terra! Amém!

Plantinga, C. em “Beyond Doubt – Faith Building Devotions on QUestions Christians Ask”.

 

 


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