Como Deus é? (4/5)

“Ele é a imagem do Deus invisível. […] Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse.” – Colossenses 1:15;19

“Quem viu a mim, viu ao Pai.” – João 14:19

9.

Douglas Nelson costumava contar uma história que foi contada por Presbiterianos Escoceses por anos. Em algum ponto do século 19, um jovem garoto na Escócia seguia as multidões de todos os vilarejos próximos para ver um enforcamento. Dois trabalhadores haviam discutido com um terceiro e então o seguiram através de um pasto e enterraram uma faca entre suas costelas. Depois de algum tempo os assassinos foram presos, julgados, e condenados à forca.

Em uma adorável manhã de Maio, as tropas desfilaram até o lugar onde o assassinato havia sido cometido – e lá estava o patíbulo, o lugar onde os condenados seriam enforcados.  Os criminosos foram levados até os degraus, e as fúnebres preparações foram feitas. Então a infantaria apresentou as armas, a cavalaria levantou suas espadas, e os bateristas levantaram suas varas para começar o réquiem final. Naquele instante, completo silencio reinou por todo o campo e entre a multidão. E então, naquela quietação, uma assustada cotovia alçou vôo do pé da forca. Voou verticalmente, como cotovias fazem, e a alegria cascateante do seu canto parecia vir de nenhum outro lugar se não do céu. O jovem garoto escocês disse mais tarde que nunca pôde esquecer aquela cena – uma pura explosão de beleza no céu de Maio e, logo abaixo, dois homens chutando e se contorcendo na ponta de uma corda.

Nós vimos essa mesma mistura de glória e morte antes. Os discípulos que vêem em Jesus a imagem de Deus também o vêem humilhado e espancado por soldados. Eles vêem a face da glória de Deus inchada, escorrendo o cuspe de outros homens. Eles vêem o filho de Deus gemendo sobre seu trabalho sangrento. E por fim o vêem morto.

“Quem viu a mim, viu ao Pai”, disse Jesus. Em seu assombro e dor, os discípulos ao pé da cruz devem ter pensado nisso. Só depois; depois da primeira páscoa, eles estavam prontos para ver que Deus trouxe a vida através da morte, força através da fraqueza, “paz pelo sangue da sua cruz”.

A “plenitude da divindade”  é completa o suficiente para absorver todo o sofrimento e torná-lo em glória.

Que glorioso amor é esse, ó Deus, que vem com a luz até nossa escuridão e com o Filho do Céu até nosso inferno. Humildes graças a Ti, ó Deus, pelo Cristo em que nós vimos, conhecemos e alcançamos a paz contigo. Amém.


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