O Romanismo Aqui Dentro

É claro que o Protestantismo foi formado como um protesto contra o Catolicismo e o “Papado”, uma palavra que se refere à posição de autoridade absoluta sustentada pelo papa. E a recente postura do Papa Francisco nos chama para um exame renovado do protesto lançado por Lutero e pelos reformadores antes e depois dele.

Mas primeiro eu quero tirar nossa atenção do papado lá fora para nos conduzir a um olhar sobre o papado aqui dentro – dentro de nós mesmos e dentro de nossa amada igreja. Embora o papado institucionalizado nos providencie uma ilusão de justiça própria muito convincente que nos aponta para longe de nós mesmos e estabelece a localização do perigo como existindo exclusivamente lá fora, não é de forma alguma seguro fazer isso. Nosso maior perigo reside em assumir que Romanismo é meramente aquela grande instituição político-religiosa localizada no Vaticano.

NÃO É!

Antes de qualquer coisa, Romanismo é a religião da natureza humana – natureza humana em geral, a sua e a minha incluída. O próprio grande protestante, Martinho Lutero, de forma esclarecedora observou, “Eu tenho mais medo de meu próprio coração do que do papa e seus cardeais. Eu tenho dentro de mim o grande papa, o EU.”O papado é simplesmente uma manifestação corporativa de uma inclinação humana universal de exaltar o EU no lugar de Deus, de justificar o EU ao invés de descansar na Graça justificadora de Deus, e de controlar nossos companheiros humanos através de táticas de coerção emocional ao invés de garantir a liberdade de consciência.

Onde quer que o espírito de dominação seja empregado – seja por um marido ou esposa em um casamento, ou por um líder de uma congregação local ou conferência – ali o princípio que abastece o papado é exercido.

Onde quer que as pessoas sejam ensinadas a esperar o favor de Deus em troca de qualquer coisa que eles possam fazer – legalismo, seja em sua forma liberal ou sua forma conservadora – ali habita o falso retrato de Deus que define a doutrina papal.

Onde quer que os membros de igreja busquem resolver as diferenças por meio de pronunciamentos autoritários ao invés de uma respeitosa e racional discussão bíblica, ali é manifestado o espírito que atua no Romanismo.

SEGUINDO OS PASSOS DE ROMA

Ellen White entendeu que, “Temos mais a temer de dentro do que de fora. Os empecilhos para a força e o sucesso são muito maiores vindos da própria igreja do que do mundo” (Review and Herald, March 22, 1887). O que quer que o papado esteja tramando, a questão mais crucial é, O que nós mesmos estamos tramando em nossos relacionamentos uns com os outros em nossos lares, igrejas e conferências?

Ela escreveu as palavras acima em 1887. Um ano mais tarde, o medo que ela expressou se materializou na Conferência Geral de Mineápolis em 1888, um evento extremamente significativo na história Adventista.

Talvez um pouco de pano de fundo seja necessário.

Crucialmente sobre 1888, “Muitos (Adventistas) perderam Jesus de vista. Eles precisam ter seus olhos direcionados para Sua divina pessoa, Seus méritos, e Seu imutável amor pela família humana” (Testemunhos para Ministros, p. 91-92). O principal conteúdo e tom da pregação adventista era tal que a igreja havia recebido a reputação “de que os Adventistas do Sétimo Dia só falam da lei, e da lei, mas não creem ou acreditam em Cristo” (ibid).

Para remediar a situação, Deus enviou dois homens para levantar Jesus diante da liderança da igreja. Muitos dos Adventistas que leem esse artigo estão familiarizados com o fato de que em 1888, A. T. Jones e E. J. Waggoner, sob divina unção, pregaram as boas novas da justificação pela fé para a liderança da igreja na sessão da Conferência Geral daquele, hoje, infame ano.

Também estamos frequentemente cientes de que a mensagem foi rejeitada por líderes importantes, incluindo o Presidente da Conferência Geral, G. I. Butler, e o editor da Review, Uriah Smith. Mas o que muitos de nós não sabemos, é por que muitos líderes da igreja acharam a mensagem da justificação pela fé tão indigesta. Na carta a seguir para líderes das igrejas Adventistas e pastores em 1895, Ellen White vai ao cerne da questão:

“O espírito de domínio está se estendendo até aos presidentes de nossas Associações. Se um homem ansioso de exercer seus próprios poderes procura ter domínio sobre seus irmãos, achando que foi investido de autoridade para fazer de sua vontade o poder dominante, o melhor e único rumo seguro é removê-lo, para que não haja mal maior e ele perca sua própria alma e ponha em perigo a alma de outros. “Todos vós sois irmãos.” A disposição de mandar sobre a herança de Deus causará reação, a menos que esses homens mudem de atitude. Os que têm autoridade devem manifestar o espírito de Cristo. Devem lidar como Ele lidaria com cada caso que requer atenção. Devem ir possuídos do Espírito Santo. A posição de um homem não o torna um jota ou um til maior à vista de Deus; é só o caráter que Deus toma em consideração.

A bondade, a misericórdia e o amor de Deus foram por Cristo proclamados a Moisés. Esse era o caráter de Deus. Quando os homens que professam servir a Deus Lhe ignoram o caráter paternal e se apartam da honra e da justiça ao lidar com seus semelhantes, Satanás exulta, pois ele lhes inspirou seus atributos.Estão seguindo no rumo do romanismo.

Aqueles a quem se ordena representar os atributos do caráter do Senhor saem da plataforma bíblica, e em seu próprio juízo humano inventam regras e resoluções para forçar a vontade de outros. Os inventos para forçar os homens a seguir as prescrições de outros homens, estão instituindo uma ordem de coisas que anula a simpatia e a terna compaixão; que cega os olhos para a misericórdia, a justiça e o amor de Deus. A influência moral e a responsabilidade pessoal são pisadas a pés.

A justiça de Cristo pela fé tem sido passada por alto por alguns; pois é contrária ao seu espírito e a toda a experiência de sua vida. Governar, governar, tem sido sua atitude. Satanás tem tido a oportunidade de se fazer representar. Quando alguém que professa ser representante de Cristo se dá a um trato áspero, e a impelir homens a situações difíceis, os que assim são oprimidos, ou romperão todos os grilhões da restrição, ou serão levados a considerar a Deus como um duro Senhor. Alimentam maus sentimentos contra Deus, e a alma dEle se aliena, justamente como Satanás planejou que fosse”. (Testemunhos para Ministros, p. 362-363).

Alguns pontos aqui merecem ser enfatizados:

  1. Os líderes de igrejas que manifestam um “espírito de dominação” devem ser removidos de seus cargos.
  2. A posição de um homem (pastor, presidente de campo, ou mesmo o presidente da conferência geral) não o torna maior aos olhos de Deus do que qualquer outro membro da igreja. Somente o caráter possui valor para Deus.
  3. Líderes da igreja que “inventam regras e resoluções para forçar a vontade de outros” estão “seguindo no rumo do romanismo.” As atitudes e táticas com que os seres humanos lidam com outros seres humanos quando estão em posição de autoridade revelam se eles estão sob a influência libertadora do Evangelho de Cristo ou sob a opressiva influência dos princípios do papado.
  4. Quando seres humanos, especialmente aqueles em posição de liderança na igreja de Deus, tentam governar sobre seus irmãos, Satanás está representando a si mesmo nessas pessoas e o caráter de Deus está sendo deturpado.
  5. E finalmente, em sequencia à Conferência Geral de 1888, a mensagem da justificação pela fé foi ignorada por alguns líderes da igreja, pois era contrário ao seu espírito de “governar, governar”. Justificação pela fé é incongruente com um espírito que deseja reinar sobre outros, e veremos por que esse é o caso na medida em que continuamos.

TALVEZ TENHAMOS MENOS A DIZER SOBRE ROMA

Um ano depois, em 1896, Ellen White fez uma ousada constatação para os Adventistas processarem, dado nossa tendência em focar no papado como nosso maior perigo:

“Há necessidade de mais íntimo estudo da Palavra de Deus; especialmente devem Daniel e Apocalipse merecer a atenção como nunca dantes na história de nossa obra. Podemos ter menos a dizer em alguns sentidos quanto ao poder romano e ao papado, mas devemos chamar atenção para o que os profetas e apóstolos têm escrito sob a inspiração do Santo Espírito de Deus; de tal modo tem o Espírito Santo moldado as questões tanto no dar a profecia como nos acontecimentos descritos, que ensina que o agente humano deve ser conservado fora de vista, escondido em Cristo, e que o Senhor Deus dos Céus e Sua lei devem ser exaltados.” (Testemunhos para Ministros, p. 112).

Por favor, não perca de vista o que ela está dizendo aqui. É crucial. Ela estava discernindo e sugerindo que um atento estudo da Palavra de Deus, especialmente as profecias de Daniel e Apocalipse, podem levar os Adventistas a focarem menos sua atenção no papado em particular e mais no perigo existente dentro do agente humano em geral. Essa citação está em harmonia com seus escritos anteriores, que chamam nossa atenção para o fato de que aquilo que vemos no papado é um espírito de dominação e exaltação própria que todos nós estamos sujeitos, e que é tão propenso a se manifestar em nossa igreja quanto em qualquer outro lugar.

E isso é precisamente o que encontramos quando estudamos as Palavras de Deus mais atentamente, especialmente as profecias de Daniel e Apocalipse. Descobrimos que “o homem do pecado (o papado)… que se opõe e exalta a si mesmo acima de tudo que se chama Deus” (2 Tessalonicenses 2:2-4), é simplesmente uma manifestação corporativa ou institucional da inclinação que reside em todo coração humano, de brincar de ser Deus e de usurpar Seu papel em lidar com nossos irmãos humanos, com atitudes de superioridade e táticas de pressão, domínio e controle.

Sete anos depois, em 1903, ela compreenderia ainda mais claramente onde estava tentando chegar com suas constatações de 1895 3 1896:

“O estudante deve aprender a ver a Palavra como um todo, e bem assim a relação de suas partes. Deve obter conhecimento de seu grandioso tema central, do propósito original de Deus em relação a este mundo, da origem do grande conflito, e da obra da redenção. Deve compreender a natureza dos dois princípios que contendem pela supremacia, e aprender a delinear sua operação através dos relatos da História e da profecia, até à grande consumação. Deve enxergar como este conflito penetra em todos os aspectos da experiência humana; como em cada ato de sua vida ele próprio revela um ou outro daqueles dois princípios antagônicos; e como, quer queira quer não, ele está mesmo agora a decidir de que lado do conflito estará.” (Educação, p. 190).

Esta é uma destilação tão surpreendentemente perspicaz acerca do que realmente está acontecendo na história humana como é revelada na profecia Bíblica. O Grande Conflito não é meramente uma batalha superficial entre corporações religiosas em oposição, mas entre “dois princípios que estão em contenda pela supremacia” em cada vida individual, em cada casa, e em cada igreja.

Esses dois princípios opostos são amor e egoísmo, humildade e orgulho, liberdade e coerção, a utilização do respeito e a garantia da liberdade versus a inclinação para a pressão, manipulação, domínio e controle de outros. Sim, existem instituições políticas e religiosas que operam pelos princípios da dominação e nós definitivamente precisamos estar atentos aos perigos oferecidos por esses poderes monopolizadores. Mas ainda mais importante, cada um de nós é propenso a fazer o mesmo ao criarmos nossos pequenos reinados papais: em nossas casas, em nossas igrejas, em nossos associações, em nossas conferências, na forma como tratamos as pessoas, especialmente quando ocupamos posições de liderança sobre elas. Cada um de nós “em cada ato de nossas vidas”  revela “um ou o outro de dois princípios antagônicos.”

Portanto, esse é o contexto da constatação provocativa de Ellen White de que “poderemos ter menos a falar acerca do papado.” Claro, e acertadamente, ela continua a chamar atenção às ameaças à liberdade religiosa através do papado, assim como devemos nós. Mas ela também nos conduz a sobriamente considerar o profundo e mais pessoal perigo que existe em nossos próprios corações e que pode achar horrenda manifestação em nossa própria igreja declaradamente Protestante.

Paulo explica que “a mente carnal é inimiga de Deus; pois não é sujeitada à lei de Deus, e nem pode ser” (Romanos 8:7). Mais tarde em Romanos 13:10 ele nos informa que a lei de Deus é o amor, o que significa estar centralizado no outro. Aqui Paulo nos apresenta uma gigantesca revelação do que está acontecendo na natureza humana: nós estamos fundamentalmente em oposição ao amor, e exponencialmente contra sermos o segundo para qualquer um. Por natureza, o EU é nossa suprema motivação. Portanto, quando o EU percebe algum tipo de ameaça, o impulso natural é de sacrificar outros pela preservação do nosso EU. Essa é o tenebroso e diabólico segredo que espreita cada coração humano.

Sendo assim, quando seres humanos, guiados por seus instintos carnais, criam uma religião e se unem para praticar essa religião, ela naturalmente tomará a forma de um sistema que exalta o EU humano em lugar de Deus (papado) e oferece salvação humana por meio de rituais e práticas de justificação própria (salvação pelas obras). E é isso que o papado é. É obra prima de exaltação própria e justificação própria que o nosso mundo caído produziu – disfarçado de igreja de Deus. Podemos ver, então, que os princípios do papado permeiam a natureza humana e são propensos a permear qualquer igreja, a menos que sejam especificamente identificados e repelidos por uma bem definida doutrina de justificação pela fé!

A VERDADEIRA TERCEIRA MENSAGEM ANGÉLICA

Agora começamos a entender onde Ellen White estava tentando chegar quando disse que “justificação pela fé… é a verdadeira terceira mensagem angélica” (Evangelismo, p. 190). Muitos de nós olhamos para esta constatação e não entendemos. É um mistério para nós porque não se alinha com nossa estrutura teológica básica nem com nossa abordagem evangelística. A terceira mensagem angélica (ver Apocalipse 14:9-12), nós raciocinamos, é um aviso contra o papado forçando a marca da besta sobre a humanidade. Como extrair justificação pela fé disso? Nós até criamos o trágico hábito evangelístico de apresentar a “marca da besta” com literalmente nenhuma menção à justificação pela fé, e então, vivemos sob a trágica ilusão de que temos pregado a terceira mensagem angélica.

Mas sejamos claros sobre isso: pregar a marca da besta sem comunicar a justificação pela fé como a questão vital em sua essência, de forma alguma equivale a pregar a terceira mensagem angélica. Apenas identificar o papado como “a besta” e a imposição do Domingo como “a marca da besta” não é a terceira mensagem angélica. De fato, ao fazermos isso nós prejudicamos nossos ouvintes e lhes causamos o dano espiritual de confirmar suas inclinações naturais de identificar o perigo como meramente lá fora naquele grande, malvado sistema bestial ao invés de em seus próprios corações. Ao invés de imergir na graça salvadora de Deus e de suspeitar do próprio EU, nossa assim chamada pregação da terceira mensagem angélica meramente dá ao povo uma falsa confiança no EU e uma desconfiança nos outros.

Portanto, em que sentido a justificação pela fé constitui “a verdadeira terceira mensagem angélica?”.

Vamos quebrá-la em cinco pontos mais simples extraídos diretamente de Apocalipse 13 e 14:

  1. A Besta do Mar de Apocalipse 13 é o sistema papal, de fato, mas é apenas o sistema papal como – não perca esse ponto – como uma corporação, uma expressão organizada do princípio EU COMO CENTRO que reside debaixo da superfície da natureza humana caída em geral. Em outras palavras, o princípio EU COMO CENTRO é a religião da natureza humana, e o Catolicismo é apenas a maior e mais dominante manifestação mundial desse impulso religioso caído. De acordo com Daniel 7 e Apocalipse 13, as características proeminentes do sistema papal são estes: (a) um sistema meritório de justificação/salvação por atos humanos entregues a Deus em troca de seu favor e (b) o uso de táticas coercivas em nome de Cristo. Onde quer que esses dois fatores estejam presentes, ali o espírito do papado governa.
  2. A Besta da Terra, entrando na cena após os 1260 do reinado de terror do papado, é nada mais do que a América Protestante com seu jeito único de governar, sua Constituição, que enaltece com a lei duas verdades vitais do Evangelho: (a) que todos os seres humanos são criados iguais, logo desafiando o direito dos homens, sejam papas ou reis, de dominar seus companheiros humanos, e (b) que todos os seres humanos são criados originalmente livres, portanto garantindo a liberdade de consciência como o único estado do ser em que a verdadeira adoração a Deus pode ocorrer.
  3. Apocalipse 13 então, nos informa que o experimento Americano de liberdade seria eventualmente sobrepujado. A América Protestante (a Besta da Terra) iria enaltecer leis que violariam a liberdade de consciência (fazendo uma imagem para a Besta do Mar) e então se tornaria a máquina política facilitadora que traria sobre o mundo uma crise de consciência individual e de caráter. Ênfase: uma crise de consciência individual e de caráter. Pressões seriam criadas para serem impostas sobre a humanidade (controles de compra e venda e então o decreto de morte) que conduzirão cada pessoa na terra a atuarem de acordo com sua visão de Deus e a manifestarem o tipo de espírito que atua neles. Durante a crise final, cada pessoa na terra se moverá em uma de duas direções: (a) a de sacrificar o EU pela preservação da liberdade de todos os outros ou (b) se alinhar com a nova máquina coercitiva reconstituída do papado em um esforço de preservar o EU à custa de outros. O verdadeiro conteúdo de cada coração vira à tona sob a pressão manifesta na crise da marca da besta.
  4. O povo que permanecer firme em fidelidade a Deus contra o sistema da besta é especificamente descrito como aqueles que venceram “pelo sangue do Cordeiro e pala palavra do testemunho que deram, e diante da morte não amaram a própria vida (Apocalipse 12:11), e como aqueles que “guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Apocalipse 14:12). Para colocar de outra forma, a imagem que eles possuem de Deus está fundamentada em um tipo de amor que se manifesta em sacrifício próprio, revelado em Cristo no Calvário, produzindo neles voluntariamente uma harmonia com a lei de Deus motivada pela fé: ou seja, justificação pela fé. Portanto, a visão panorâmica de sua teologia sobre Deus e sua experiência com esse Deus os conduz a abrirem mão de suas vidas, se preciso for, para preservar a liberdade de consciência para todos. Para estes, o EU é secundário em relação ao outro, tamanho é o amor que eles viram e receberam em Cristo.
  5. Portanto, o que Ellen White estava dizendo quando brilhantemente constatou que a “justificação pela fé é a verdadeira terceira mensagem angélica” é que a marca da besta virá sobre o mundo como a imposição de uma religião baseada nas obras, centralizada no EU, violadora de liberdades e baseada em uma doutrina falsa do caráter de Deus, por outro lado, a teologia e experiência daqueles em oposição à marca da besta os conduzirá a agir por causa que eles sabem que o favor de Deus não é merecível e que Sua lei não é imposta. Em outras palavras, eles entenderão que a coerção mata o amor e que a justificação pela fé é intrinsecamente interligada com a liberdade de consciência.

É por isso que Ellen White nos exorta para que a justificação pela fé seja pregada com poder e clareza dentro do Adventismo, bem como para todo o mundo. Ela é a única mensagem que pode preparar os seres humanos para a crise da marca da besta. Todos que possuem uma imagem de Deus baseada em coerção e cuja experiência espiritual é orientada em direção a uma salvação pelas obras, acharão natural agirem por um instinto de preservação própria quando a marca da besta for imposta.

E esta é a razão pela qual ela nos advertiu tão enfaticamente contra qualquer exercício de dominação pelos líderes da igreja. A inclinação para controlar outros é o princípio central do sistema papal. Aqueles que operam por esse princípio estão seguindo os passos de Roma e, portanto, estão preparando a si mesmo e aqueles a quem lideram para abandonarem os outros para salvarem o próprio EU quando a marca da besta for imposta.

Sendo assim, apesar dos inúmeros alarmes Protestantes sendo acertadamente disparados para nos lembrar de estarmos atentos para o que o papa e o papado estejam fazendo, penso que seja apropriado emitir um aviso para prestarmos atenção ao que eu e você estejamos fazendo, a menos que estejamos buscando intencionalmente, pela graça de Deus, lidar com graça e respeito e de forma não coerciva uns com os outros, especialmente quando discordamos, e mais especificamente quando acontecer de estarmos em uma posição de influência e liderança. Enquanto estivermos atentos ao Romanismo lá fora, estejamos também alertas quanto ao Romanismo aqui dentro.

Artigo: Light Bearers - Ty Gibson
Tradução Livre: Cristãos Cansados

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