Reconquistando a Visão do Adventismo – A Importância do Fracasso

Leia a parte anterior, clicando aqui.

De acordo com Jeff Bezos, CEO da Amazon, os verdadeiro inovadores fazer erros significantes em sua jornada para serem pioneiros de novos produtos ou conceitos. De fato, Bezoz disse, “Se as pessoas cuidando da Amazon.com não cometerem erros significantes, então nós não estaremos fazendo um bom trabalho para nossos acionistas.”

Eu gostaria de sugerir que as Igrejas Adventistas deveria estar cometendo erros significantes. Não intencionalmente, não em áreas de moralidade ou teologia, mas especificamente ao que se refere a métodos ministeriais. Nós devemos tentar novas abordagens evangelísticas o tempo todo; novas formas de apresentar a Palavra de Deus; novas técnicas de pregação, e novos métodos para alcançar a comunidade.

Eu gosto da filosofia de Jeff Bezoz sobre visão e detalhes: “Nós realmente precisamos apostar a companhia inteira… Nós estamos plantando mais sementes bem agora, e é muito cedo para falar sobre elas, mas nós vamos continuar plantando sementes. E eu posso garantir que nem tudo que fizermos funcionará. E eu nunca me preocupo com isso. … Nós somos teimosos em nossa visão. Nós somos flexíveis sobre os detalhes… Nós não desistimos das coisas facilmente.”

Será que como igreja, deveríamos ser teimosos em nossa visão e extremamente flexíveis nos detalhes ou metodologias? Esse é um conceito bíblico?

Estourando o telhado

Marcos 2:1-5 ilustra a importância de sermos flexíveis, inovadores e criativos em nossa abordagem.

Os versos 1 e 2 nos colocam na história: “Quando Jesus retornou à Cafarnaum, vários dias depois, as notícias de que eles estava de volta se espalharam rapidamente. Logo a casa onde ele estava ficando se encheu de visitantes, de forma que não havia mais espaço, mesmo para fora da porta.”

Então, Jesus estava na casa, e as pessoas de toda a região haviam vindo para vê-lo, e havia um trânsito terrível em Cafarnaum.

Quatro homens ouviram as notícias de que Jesus estava perto e decidiram que essa era a oportunidade de uma vida para levar seu amigo paralítico até ele, para ser curado. Isso foi puro evangelismo.

Conforme eles se aproximaram da casa, eles imediatamente perceberam que tinham um problema. (Você já percebeu que toda vez que você se decide a fazer alguma ação de evangelismo, os problemas sempre aparecem?)

Eles estavam há alguns metros de distância de onde Jesus estava, mas não conseguiam vê-lo ou fazer qualquer outra coisa para conectar seu amigo a ele.

As rotas tradicionais (portas e janelas) que normalmente seriam usadas para levá-lo até Jesus foram bloqueadas pelas pessoas. O que eles poderiam fazer?

Eles foram subitamente desafiados por várias questões críticas. Correriam o risco de ser criticados? Estariam dispostos a serem processados pelo dono da casa e arcar com o possível custo se fizessem algo inusitado? Quão longe estavam dispostos a ir? E se criassem um cenão?

A abordagem convencional não estava funcionando, então eles rapidamente consideraram suas opções e tiveram um plano excêntrico: fazer um buraco no telhado. Eles literalmente quebraram o telhado para levar seu amigo até Jesus!

“Enquanto ele [Jesus] estava pregando a palavra de Deus a eles, quatro homens chegaram carregando um homem aleijado em uma esteira. Eles não podiam levá-lo até Jesus, por causa da multidão, então eles cavaram um buraco no teto, acima de sua cabeça. Então desceram o homem em sua esteira, bem em frente de onde Jesus estava” (Marcos 2:3-4).

Isso deve ter levado algum tempo, e eu posso imaginar entulho e pó caindo na cabeça das pessoas abaixo. Talvez o dono da casa tenha tentado impedí-los – nós não sabemos.

Mas sabemos que Jesus se impressionou, e quando o homem foi abaixado até onde ele estava, Jesus disse, “Meu filho, seus pecados estão perdoados” (Marcos 2:5).

Custe o que custar

O que essa história me diz é que o ministério é o meio para um fim e que nós devemos fazer o que for necessário (contanto que não seja imoral ou ilegal) para conectar as pessoas a Jesus. Os quatro homens da história não esperaram que os outros resolvessem seus problemas. Nem raciocinaram que os obstáculos significavam que Deus não queria que aquilo acontecesse. Eles começaram a mover telhas.

A menos que nos aproximemos do ministério com esse tipo de paixão, nunca veremos os resultados que ficamos repetindo o tempo todo que queremos ver.

Para algumas igrejas, arrancara as telhas pode significar começar ministérios que atendam às necessidades críticas de suas comunidades. Para outras, pode ser mudar vários elementos dos cultos, ou incluir mais jovens nas comissões, ou abrir seu espaço para organizaçõs que precisão de um lugar para cuidar das pessoas. Para algumas partes do mundo, isso pode significar ordenar mulheres ao ministério pastoral.

Arrancar as telhas requer que nos gastemos menos tempo pensando sobre nós mesmos e mais tempo pensando sobre o objetivo final, que é conectar as pessoas com Jesus.

Isso é assustador porque a vida é segura e previsível quando nós estamos conversando somente com nós mesmos. Quando estamos focados em nós, podemos garantir que s coisas fiquem em ordem. Mas quando começamos a lidar com as pessoas de fora, as coisas podem ficar realmente bagunçadas – o que não deveria nos surpreender, porque o ministério efetivo nunca é simples e completamente organizado. O verdadeiro ministério é complicado, dinâmico e sempre está em mudança. E isso é OK, porque servimos um Deus cujo poder e amor pode lidar com isso tudo.

Esse texto é uma tradução livre do artigo original que foi escrito pelo pastor Richard DuBose, no Norte da Califórnia, e publicado no site Adventism Today. Ele pode ser lido clicando aqui.

 


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