Reconquistando a Visão do Adventismo -Novos Métodos

Leia a parte anterior, clicando aqui.

Métodos Ministeriais

O foco de cada doutrinas que ensinamos, cada culto de adoração que conduzimos e cada dólar que nós damos ou gastamos deveria se conectar homens, mulheres, jovens e crianças com Jesus Cristo. A igreja institucional não é um fim, mas somente um meio para um fim. E esse fim é Cristo. Então aqui está a pergunta de $ 1.000.000: Como você compartilha Jesus com um povo vivendo no século 21, de uma forma que eles realmente ouçam o que estamos dizendo e queiram saber mais? O que podemos fazer para acertar a fome espiritual deles com uma oferta que seja irresistível?

 

Primeiro, nós somos uma era dirigida pela mídia. Mesmo que não assistamos TV, a maioria de nós utilizar tecnologias midiáticas com regularidade. É só você pensar nessas palavras: Netflix, Roku, Amazon, DMV, medical records, cabo, Internet, WhatsApp, Facebook, GoToMeeting, SmartPhones, Tables, Online Banking, Twitter, Instagram (a lista poderia ser infinita). Nosso mundo está conectado como nunca esteve; o que significa que há muitos interesses competindo pela atenção das pessoas.

Se nós, como uma igreja, temos algo a dizer, é melhor ser importante e é melhor ser bem dito; de outra forma, nem seremos percebidos! Não podemos alcançar as pessoas de hoje usando os meios de ontem. Se levamos a sério compartilhar as Boas Novas de Jesus, precisamos orar, pensar e abraçar a mudança!

 

Hoje, a Igreja Adventista precisa de pastores e líderes dispostos a pensar diferentemente sobre o ministérios; pessoas que não tem medo de pensar fora da caixa ou colorir fora das linhas – não só para ser diferente, mas para encontrar novas maneiras de conectar as pessoas com Jesus.

Eu cresci na igreja. Meu pai era um pastor e eu pude observar seu ministério de todos os ângulos. Eu sabia sobre as comissões de igreja, comissões de nomeação, casamentos e funerais muito antes da maioria das crianças descobrir sobre essas coisas. Eu participei das “Reuniões de Obreiros” e observei meu pai e seus colegas conversar sobre políticas eclesiásticas, teologia e estratégias de evangelismo. Eu lembro de olhar para eles e pensar que eu nunca poderia ser um deles.

Eu pensava isso porque parecia que pastores não eram permitidos a pensar por si mesmos ou tentar novas coisas. E eu sabia que haviam pessoas em muitas igrejas que, se um pastor tentasse algo novo, iriam simplesmente ignorá-lo e dizer, “Nós nunca fizemos dessa forma, e não vamos mudar agora.”

Muitos anos atrás eu ouvi sobre uma mulher que estava se preparando para participar de uma convenção de ministérios da divisão norte americana. Antes de sair de casa, um dos anciãos de sua igreja a chamou num canto e disse, “Vá em frente e aproveite, mas não volte e espere que nós mudemos. Nós gostamos das coisas da forma que elas são.”

A mudança é assustadora e caótica para muitas pessoas. Mas às vezes rupturas podem ser boas!

Cinco ou seis anos através eu comprei um HD externo enorme e caro, feito pela Glyph Corporation. Era literalmente um “tijolo” que tomava muito espaço na minha mesa. Mas ele funcionava muito bem e possuía impressionantes 20 gigabytes de memória! Havia custado cerca de $ 300. Agora eu tenho um Pen Drive em meu bolso, de 64 gigabytes, e paguei $ 39,95 por ele. Isso é um exemplo de uma ruptura positiva. E a igreja precisa de rupturas semelhantes, para encontrar formas melhores de cumprir sua missão.

Quando Deus finalmente deixou claro que me queria no ministério, ele disse, “Eu não quero que você seja um daqueles pastores. Eu quero que você, seja você.” Sendo uma pessoa com a parte direita do cérebro dominante, do tipo criativa, eu não tinha certeza se isso seria permitido, mas ao longo do tempo Deus me mostrou que ele deseja que cada pessoa traga suas qualidades únicas para a missão. Ele não quer que nós emulemos outras pessoas, mas que nós sejamos que nós somos, em Cristo!

Rompendo com o Status Quo

Se nós queremos ser relevantes como uma igreja, vamos inevitavelmente precisar romper com o status quo e re-enquadrar nossa abordagem. Não estou falando de mudança pela mudança! Algumas pessoas acham que mudar algo só por mudar torna aquilo melhor. Mas isso não é sempre verdade. [Pense no Windows Vista, por exemplo – um update de software que nos fez desejar voltar para o Windows 98].

Eu estou falando sobre mudanças que fazem nossos esforços serem mais relevantes e efetivos. Ellen White entendeu a necessidade disso: “Qualquer que tenha sido sua prática anterior, não é necessário repetí-la de novo e de novo da mesma maneira. Deus aprovaria a aplicação de métodos novos, não-testados. Inove – surpreenda as pessoas!” (Manuscript 121, 1897; publicado em Evangelism, p.125).

Quando eu li esse texto pela primeira vez eu fiquei surpreso com a flexibilidade e abertura de Ellen White à mudança, especialmente a respeito dos métodos de evangelismo. Algumas pessoas tem dificuldade em fazer qualquer coisa no ministério que seja visto como arriscado. Eles são cuidadosos ao ponto de errarem pecarem por excesso de cuidado. No mundo dos negócios, as pessoas arriscam todos os dias. “Homens investirão em direitos de patentes e encararão perdas pesadas, e isso será considerado como parte do negócio. Mas na causa de Deus, os homens têm medo de se aventurar.” (Evangelism, p. 62-63).

Isso não significa que devemos jogar a cautela e o dinheiro ao vento e fazer coisas tolas. Mas também não deveríamos ter medo de fazer coisas novas, ainda que algumas delas falhem.

Quando eu comecei como pastor, eu vi o ministério como um objetivo estático. Em outras palavras, eu acreditava que havia um jeito certo e outro errado de viver o ministério, e meu trabalho como pastor era encontrar os métodos certos que haviam sido testados em outras configurações com gerações passadas, e fazer esses métodos funcionar em minha igreja e comunidade. Ao longo dos anos eu finalmente percebi que o ministério não é um fim em si mesmo, mas um meio para um fim. Não há um jeito certo – o que funciona em um lugar, com uma geração, pode não funcionar em outro lugar, com outra geração. Se queremos ser efetivos, precisamos estar abertos à mudança.

Eu acho interessante que Jesus não nos deu uma enciclopédia com instruções ministeriais detalhadas. Em vezes disso ele nos deu uma missão ampla – fazer discípulos de todas as nações e batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele não descreveu todos os métodos específicos que seriam necessários para cumprir nossa missão. É para isso que temos nossos cérebros.

Pense em todos os grupos de idiomas diferentes, etnicidades e culturas que estão por aí, e como cada um tem seus próprios costumes e crenças. Antes de tudo nós precisamos da sabedoria e direção de Deus. Mas em adição a isso precisamos de muita criatividade e paciência para sermos efetivos. Não há uma fórmula de sucesso a ser seguida. “Os meios serão desenhados para alcançar os corações. Alguns meios usados nesse trabalho serão diferentes daqueles usados no passado, mas que ninguém, por causa disso, bloqueie o caminho pelo criticismo” ( White, Review and Herald, 30 de setembro de 1902). Conforme nos envolvemos em nosso trabalho, encontraremos coisas que funcionam e outras que não funcionam. Mas o fracasso é uma parte necessária do sucesso.

Leia a parte final, clicando aqui.

Esse texto é uma tradução livre do artigo original que foi escrito pelo pastor Richard DuBose, no Norte da Califórnia, e publicado no site Adventism Today. Ele pode ser lido clicando aqui.

 


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