Explorando Tiago: Tiago 1:5-8

Como nós notamos, Tiago estava escrevendo para Cristãos no meio de grande sofrimento grande parte na forma de perseguição. Essas pessoas, vindo a crer em Jesus, estavam sendo atacadas e rejeitadas.
As primeiras palavras de Tiago sobre o sofrimento delas devem tê-las pego de surpresa. Ele as disse para considerar as dificuldades um motivo de alegria. Como ele poderia dizer tal coisa? Era por causa da sua firme convicção de que o sofrimento não era sem sentido. Ele era, e vez disso, a forma de Deus elevá-los à maturidade espiritual. O sofrimento ainda é o tema quando lemos os versos da nossa passagem. Conforme examinamos esses versos, podemos ver Tiago levantando três pontos: dificuldades exigem sabedoria, sabedoria exige oração e oração exige fé.
É legítimo pedir sabedoria a Deus em cada e qualquer circunstância da vida. Quão frequentemente nos vemos completamente sem ela! Mas nunca precisamos mais urgentemente de sabedoria do que quando estamos no meio de uma tempestade. Antes de tudo, uma palavra sobre a sabedoria. O que ela é? Não podemos confundí-la com conhecimento. Conhecimento é informação; sabedoria é aplicação. Conhecimento é a compreensão dos fatos; sabedoria é saber lidar com a vida. Conhecimento é teórico; sabedoria é prática.

Podemos pensar nisso em termos de dirigir um carro.

Podemos conhecer muito bem um determinado carro e ainda assim dirigirmos muito mal. Da mesma forma, podemos saber muito pouco sobre como um carro funciona e ainda assim dirigir muito bem. A vida é muito parecida com dirigir um carro. Nós estamos passeando por aí e, subitamente, alguém surge na nossa frente, ou um enorme buraco aparece. Nessas situações, precisamos saber como responder de uma forma que seja possível preservar nossas vidas e a vida dos outros. As provações e dificuldades da vida são muito parecidas com o motorista que joga o carro na nossa frente ou o buraco gigante na estrada. Nós estamos dirigindo ao longo da estrada da vida, e subitamente uma dificuldade aparece. Precisamos de sabedoria para responder a essa dificuldade. Precisamos saber como responder de forma que não encorajemos uma noção falsa do que é o Cristianismo. Precisamos saber como responder de uma forma que não desonre a Deus. Precisamos responder de uma forma que não desencorajemos nossos irmãos. E é muito frequente ver Cristãos capotando o carro fora da pista para desviar de um buraco na estrada!
Mas como nós encontramos sabedoria para encarar as dificuldades?

Tiago nos dá a resposta: ‘Se a alguém falta sabedoria, que peça a Deus…’ E isso certamente inclui todos nós! Ninguém é suficiente em si mesmo para encarar as dificuldades da vida, mas Jesus é suficiente para os seus filhos. Nós estamos de novo face a face com a importância da oração. É impressionante o quanto a Bíblia a ressalta, mas mais impressionante ainda é o quanto falhos nós somos em praticar isso! A oração é um recurso incrível. Ela conecta nossas pequenas vidas com o grandioso Deus. Ela constrói uma linha direta da suficiência dEle até a nossa incapacidade. Eu não duvido por nenhum momento que a maioria de nós oramos quando encaramos dificuldades, mas a questão que Tiago coloca perante nós tem a ver com o objeto da nossa oração. Nós frequentemente oramos para que a dificuldade suma e não há nada de errado com isso. Mas já passou pela sua cabeça orar por sabedoria em meio à dificuldade? Já passou pela sua cabeça pedir a Deus que o ajudasse a lidar com ela de tal forma que o nome dEle fosse glorificado e uma impressão positiva deixada no coração daqueles que nos observam?

Tiago anexa uma promessa gloriosa à sua mensagem sobre oração. Ele diz que Deus
‘concede a todos liberalmente e sem má vontade’. Dizer que Deus dá ‘liberalmente’ é dizer que Ele é generoso. Ele não é um Deus miserável que tem prazer em reter as bençãos do seu povo. Calvino dizia que o Senhor é pronto a “adicionar novas bençãos às primeiras, sem nenhum fim ou limitação’. Alguém sugeriu que nós deveríamos pensar na liberalidade de Deus como se fosse uma jarra, inclinada e pronta a se derramar. A jarra de benção de Deus está sempre inclinada para encher nosso copo. Nosso problema principal não é a oração não-respondida, mas sim a oração não proclamada (Tg 4:2)!
Depois de dizer aos seus leitores que pedissem sabedoria a Deus, Tiago crava sobre eles a importância de fazê-lo com fé. Pedir com fé é pedir sem duvidas. Tiago compara a pessoa que duvida a alguém que é ‘como a onda do mar, levada de um lado pelo outro pelo vento’ (v. 6). O desenho que Tiago faz é uma rolha boiando nas ondas, levada primeiro para a baía e depois para longe dela, sem rumo, sem controle algum. Tiago adiciona ao desenho o título de “mente-dividida” (v. 8). Essa é a pessoa que luta contra duas ‘mentes’. Uma delas diz a ele que confie em Deus, mas tão logo ele resolva fazer isso, a outra mente começa a apontar todos os seus problemas e sugere que eles são muito grandes até mesmo para Deus! E assim, pra cima e pra baixo a rolha é levada entre Deus e os problemas. Nós precisamos, então, orar com fé! Mas aqui há um ponto de muita confusão. O que significa orar com fé? Muitas pessoas que já encontrei tem uma noção muito torta a respeito do que é ‘fé’. Elas acham que fé é escolher algo que elas querem que Deus faça, e então forçar os pensamento até crerem que Ele realmente fará o que elas querem. Fé, para essas pessoas, é exatamente a mesma coisa que pensamento positivo. E com essa definição em mente, muitos se decepcionam e ficam irados com Deus. Eles querem que Deus faça algo; eles pediram por isso e estavam realmente convencidos que Ele faria. E não aconteceu! Muitos estão nesse barco. E agora estão dizendo, ‘Esse negócio de fé não funciona. Eu sei: eu tentei. Pedi a Deus, acreditei, mas nada aconteceu.’ O problema não é com Deus, mas sim com a noção equivocada do que é fé. Ter fé não é acreditar que Deus fará o que nós queremos que seja feito. Em vez disso, é acreditar que Deus fará o que Ele prometeu fazer.

Nessa passagem, Tiago nos dá uma promessa diferente. Ele diz a seus leitores que Deus os dará sabedoria para lidar com suas dificuldades se eles pedirem com fé. Em outras palavras, se eles acreditarem, e não duvidarem, da promessa de Deus de conceder sabedoria, eles receberão quando pedirem. Muitos falham na parte do ‘pedir’. Outros pedem, mas não acreditam que nada acontecerá. Nós precisamos pedir e crer! E Deus dará a sabedoria. Essa é a promessa. Podemos não ‘sentir’ que a recebemos. E na verdade, frequentemente não sentimos mesmo. Principalmente enquanto estamos dentro da situação que engatilhou a necessidade de sabedoria. Mas conforme o tempo passa e nós olhamos para trás, conseguiremos perceber que Deus de fato nos deu a sabedoria que precisávamos e a qual pedimos. Não é nosso papel determinar se Deus está mesmo dando a sabedoria que pedimos.

É nosso papel pedir e deixar o resto com Ele, conforme Ele prometeu. Das praias da eternidade, nós poderemos ver tudo claramente. E quando fizermos isso, veremos que Deus respondeu mais das nossas orações do que imaginamos na época. E veremos que Ele nos deu mais sabedoria do que havíamos imaginado.


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